export interface BlogPost { slug: string; title: string; description: string; date: string; tags: string[]; readingTime: string; body: string; } export const blogPosts: BlogPost[] = [ { slug: "ritmo-vs-potencia-no-treino", title: "Ritmo vs. potência no treino de corrida", description: "Qual métrica deve guiar o teu treino? Entende as diferenças entre pacing por ritmo e por potência, e como tirar partido de ambas.", date: "2026-01-15", tags: ["treino", "pacing", "potência"], readingTime: "5 min", body: `## Ritmo ou potência: qual seguir? O ritmo (pace) é a métrica mais intuitiva — minutos por quilómetro. É fácil de entender e comparar. No entanto, depende enormemente de fatores externos: vento, inclinação, temperatura e até tipo de superfície. A potência (watts), por outro lado, mede o esforço mecânico real. É independente das condições externas e responde instantaneamente à mudança de esforço. ### Quando usar ritmo - **Provas em circuito plano** — o pace é previsível e fácil de controlar. - **Comparação entre treinos** — quando as condições são semelhantes. - **Objetivos de tempo** — a meta final é expressa em ritmo. ### Quando usar potência - **Treinos em terreno variável** — subidas e descidas distorcem o pace. - **Intervalos curtos** — a potência responde em 1–2 segundos; o GPS pode demorar 5–10. - **Gestão de esforço em trail** — manter watts constantes otimiza a energia. ### A combinação ideal Atletas de elite utilizam ambas as métricas. O ritmo define a meta; a potência gere o esforço em tempo real. Com um HUD, estas métricas estão sempre no campo de visão, sem necessidade de olhar para o pulso. > Com feedback visual em tempo real, decisões de pacing tornam-se instintivas.`, }, { slug: "splits-e-estrategia-de-prova", title: "Splits e estratégia de prova: como planear cada quilómetro", description: "Aprende a definir uma estratégia de splits para maximizar a performance em provas de 5K a maratona.", date: "2026-01-22", tags: ["splits", "corrida", "estratégia"], readingTime: "6 min", body: `## A importância de uma estratégia de splits Correr uma prova sem plano de splits é como navegar sem mapa. Muitos atletas saem demasiado rápido nos primeiros quilómetros e pagam o preço na segunda metade. ### Tipos de estratégia **Even splits** — manter o mesmo ritmo do início ao fim. É a abordagem mais eficiente fisiologicamente, recomendada para a maioria dos corredores em provas de 10K a maratona. **Negative splits** — a segunda metade é mais rápida que a primeira. Exige disciplina, mas maximiza o desempenho em provas longas. Requer uma partida controlada. **Positive splits** — a primeira metade é mais rápida. Comum em sprints e provas até 1500m, onde a fadiga é inevitável e o objetivo é criar vantagem inicial. ### Como definir os teus splits 1. **Define o tempo-alvo final** — por exemplo, 3:30 para maratona (4:59/km). 2. **Ajusta para o perfil do percurso** — subidas exigem mais tempo; descidas permitem recuperar. 3. **Calcula margens de segurança** — permite 2–3 segundos de folga por km na primeira metade. 4. **Pratica em treino** — treinos de ritmo específico (tempo runs) são essenciais. ### Feedback visual durante a prova Com um display heads-up, podes ver o delta entre o ritmo atual e o planeado — em tempo real, sem desviar os olhos da estrada. Isso elimina o erro de perceção e reduz o stress cognitivo. > A melhor estratégia de prova é a que se executa sem pensar. O feedback visual torna isso possível.`, }, { slug: "cadencia-e-eficiencia", title: "Cadência e eficiência na corrida: o que os números dizem", description: "Descobre como a cadência influencia a eficiência mecânica e como otimizar os teus passos por minuto.", date: "2026-01-29", tags: ["cadência", "biomecânica", "eficiência"], readingTime: "5 min", body: `## O que é a cadência? A cadência (ou step rate) é o número de passos por minuto (spm). É uma das métricas biomecânicas mais simples de medir e mais impactantes de otimizar. ### O mito dos 180 spm A referência de 180 spm vem de observações de Jack Daniels nos Jogos Olímpicos de 1984. No entanto, a cadência ideal varia conforme: - **Velocidade** — velocidades mais altas naturalmente exigem cadências mais altas. - **Altura e comprimento de perna** — corredores mais altos tendem a ter cadências mais baixas. - **Tipo de terreno** — trail exige adaptação constante. ### Porque é que a cadência importa Uma cadência mais alta (mantendo a velocidade) geralmente implica: - Menor tempo de contacto com o solo - Menor impacto por passo - Maior eficiência energética - Redução do risco de certas lesões ### Como monitorizar em tempo real O display HUD pode mostrar a cadência atual com indicadores visuais de zona (verde/amarelo/vermelho), permitindo ajustes imediatos sem interromper o fluxo natural da corrida. > Pequenas mudanças de cadência — 3 a 5% — podem gerar melhorias significativas de eficiência ao longo de milhares de passos.`, }, { slug: "como-ler-sinais-de-fadiga", title: "Como ler sinais de fadiga durante o treino e a prova", description: "Aprende a identificar sinais precoces de fadiga através de métricas objetivas e ajusta o teu esforço em tempo real.", date: "2026-02-05", tags: ["fadiga", "monitorização", "treino"], readingTime: "6 min", body: `## Fadiga: o inimigo invisível A fadiga acumula-se gradualmente e, frequentemente, o atleta só a percebe quando já é tarde para reagir. Métricas objetivas podem ajudar a identificar sinais precoces. ### Indicadores objetivos de fadiga **Cardiac drift** — Quando a frequência cardíaca sobe progressivamente para o mesmo ritmo. Se o teu pace é constante mas o HR sobe 10–15 bpm ao longo do treino, o corpo está a compensar a fadiga. **Queda de cadência** — Uma redução progressiva de cadência (2–5 spm) ao longo de uma sessão pode indicar fadiga neuromuscular. **Aumento do tempo de contacto com o solo** — O solo "agarra" mais quando os músculos estão fatigados. É uma métrica subtil mas relevante. **Oscilação vertical** — Mais bounce geralmente indica menos eficiência — sinal de que os músculos estabilizadores estão a perder eficácia. ### Como agir perante sinais de fadiga 1. **Em treino** — Reduzir intensidade ou encurtar a sessão. Treinar fatigado pode ser útil, mas exige consciência. 2. **Em prova** — Ajustar o plano de splits. Melhor um negative split modesto do que um colapso. 3. **Na recuperação** — Monitorizar a resposta cardíaca e muscular nas 24–48h seguintes. ### O papel do HUD Com as métricas certas no campo de visão, o atleta pode detetar padrões de fadiga em tempo real e tomar decisões informadas — em vez de depender apenas da perceção subjetiva. > Correr inteligente é saber quando abrandar. Os dados ajudam a tomar essa decisão antes que o corpo o faça por ti.`, }, { slug: "intervalos-na-pista-exemplos", title: "Intervalos na pista: exemplos práticos para cada objetivo", description: "Sessões de intervalos na pista para desenvolver VO2máx, limiar e velocidade — com tempos de referência e recuperação.", date: "2026-02-10", tags: ["intervalos", "pista", "treino"], readingTime: "7 min", body: `## Porque treinar intervalos na pista A pista é o laboratório do corredor. Distâncias exatas, superfície uniforme e controlo total sobre as variáveis. Os intervalos são a forma mais eficaz de desenvolver capacidades específicas. ### Sessões para VO2máx O VO2máx é a capacidade máxima de consumo de oxigénio. Treina-se com intervalos de 3–5 minutos a intensidade alta. **Exemplo 1: 5×1000m** - Ritmo: pace de 3K–5K - Recuperação: 2–3 min trote leve - Total de trabalho: 5000m **Exemplo 2: 6×800m** - Ritmo: pace de 3K - Recuperação: 2 min - Total de trabalho: 4800m ### Sessões para limiar anaeróbio O limiar é a intensidade máxima sustentável. Treina-se com intervalos longos a ritmo controlado. **Exemplo: 3×2000m** - Ritmo: pace de 10K a meia-maratona - Recuperação: 90s–2 min - Total de trabalho: 6000m ### Sessões de velocidade Para melhorar a economia de corrida e recrutar fibras rápidas. **Exemplo: 10×200m** - Ritmo: pace de 800m–1500m - Recuperação: 200m a caminhar - Total de trabalho: 2000m ### Monitorização com HUD Na pista, o HUD pode mostrar split parcial em tempo real, delta face ao ritmo-alvo e tempo de recuperação restante — sem que o atleta precise de parar para consultar o relógio. > A pista é onde se constrói velocidade. O HUD é onde se garante precisão.`, }, { slug: "prevencao-de-lesoes-e-assimetria", title: "Prevenção de lesões e assimetria: o que a biomecânica revela", description: "Como a análise de assimetrias biomecânicas pode ajudar a identificar riscos — sem substituir avaliação clínica.", date: "2026-02-11", tags: ["lesões", "biomecânica", "prevenção"], readingTime: "6 min", body: `## Assimetria e risco — com cautela > **Nota:** Esta informação é educativa e não substitui avaliação médica ou fisioterapêutica. Qualquer decisão sobre prevenção ou tratamento de lesões deve envolver profissionais de saúde qualificados. ### O que é a assimetria biomecânica? Nenhum corredor é perfeitamente simétrico. Todos temos ligeiras diferenças entre perna esquerda e direita — em tempo de contacto, cadência unilateral e produção de força. A questão não é eliminar a assimetria, mas sim monitorizar mudanças significativas ao longo do tempo. ### Indicadores que podem ser relevantes **Diferença de tempo de contacto** — Se uma perna passa consistentemente mais tempo no solo (>5% de diferença), pode haver compensação por fadiga, dor ou desequilíbrio muscular. **Assimetria de potência** — Diferenças na produção de energia entre pernas. Variações <3% são geralmente normais. **Padrões de cadência** — Se a cadência de um lado cai consistentemente durante treinos longos, pode indicar fadiga localizada. ### O que fazer com estes dados 1. **Não auto-diagnosticar** — assimetria não significa lesão. 2. **Registar tendências** — valores pontuais são menos úteis que tendências ao longo de semanas. 3. **Partilhar com o treinador ou fisioterapeuta** — os dados são mais úteis quando interpretados por um profissional. 4. **Usar como sinal de alerta precoce** — se a assimetria aumenta subitamente, pode merecer atenção. ### Papel da monitorização contínua Dispositivos que recolhem dados biomecânicos em tempo real podem detetar alterações subtis que o atleta não percebe conscientemente. Não se trata de diagnóstico — trata-se de informação. > Dados biomecânicos não substituem um profissional de saúde. São uma ferramenta de alerta, não de diagnóstico.`, }, ]; export function getPostBySlug(slug: string): BlogPost | undefined { return blogPosts.find((p) => p.slug === slug); } export function getAllPosts(): BlogPost[] { return blogPosts.sort( (a, b) => new Date(b.date).getTime() - new Date(a.date).getTime() ); }